Ansiedade: Uma História de Fantasmas

“Gostar de mim é como gostar de uma casa assombrada. É giro visitar uma vez por ano mas ninguém quer morar lá”
Apresentado no National Poetry Slam 2015, o poema emotivo de Brenna Twohy descreveu de forma brilhante as Perturbações de Ansiedade e o seu impacto nas relações amorosas.
Através de uma metáfora dirigida ao companheiro, Brenna compara a sua ansiedade a um pesadelo real, repleto de conteúdos dignos de uma história de terror que acontece dentro do seu corpo.
“Quando te digo que tenho um cemitério no meu quintal,
no meu jardim da frente
e no meu quarto;
Quando te digo que o trauma é um abismo,
que não consegues ver o fundo,
que a minha ansiedade é uma câmara que mostra todos que amo como ossos;
Quando de digo que o pânico é um fantasma teimoso, que se agarra a mim e não me larga durante meses;
– é a parte da história em que todos te aconselham a fugir de mim”Twohy, 2015
Embora foque vários aspetos negativos de viver com ansiedade, a autora opta por terminar o seu discurso com uma mensagem positiva pedindo que o amor coexista com a perturbação, pois embora não a vá “curar”, irá fazer-lhe companhia na sua casa assombrada.
Segundo os dados mais recentes da Direção Geral de Saúde, as Perturbações da Ansiedade destacam-se significativamente afetando 16,5% da população portuguesa. Tratando-se de uma doença muitas vezes desvalorizada e cada vez mais recorrente é fundamental consciencializar todos os “caça-fantasmas” para que entrem rapidamente em ação e possam capturar estes visitantes tão indesejados.
Veja no vídeo a emocionante descrição de Brenna e o apelo ao seu “caça-fantasmas” para que não desista, mesmo sabendo que terá que partilhar espaço com assombrações constantes.
AtentaMente